segunda-feira, 27 de abril de 2009

Escrevi um post enorme na tentativa de justificar minhas ações e as ações iguais e contrárias surgidas a partir disso. Resolvi apagar!

Num mundo de regras unilaterais,
Sinceridade, Honestidade e Atitude – Till I Die!

É tudo o que me cabe dizer nesse momento.

"Soul" sempre Summertime - Hoje ao som de RAPS DE VERÃO 3- Mixtape do Paulo Napoli. Só pra quem aprecia!

sexta-feira, 24 de abril de 2009


Um peso diferente...

5 mil peças, todas com encaixes arredondados,
Sem tabuleiro, corte de fino acabamento.
Todas perfiladas lado a lado, com a estampa para cima
Esperando para serem ordenadas.

Uma a uma as peças vão compondo uma paisagem marinha
Onde anêmonas, tubarões e arraias posam para a foto.
Volta e meia fogem as peças o encaixe e a paciência em compor a cena.
Mas o jogo é assim mesmo, não tão simples; não tão lógico.

Eis que surgem peças verdes, querendo formar uma árvore
Na árvore tem um passarinho, o passarinho olha alguma coisa que não é um peixe...
Outra cena, definitivamente, mas as peças estão ali misturadas
O molde é o mesmo, o jogo, o objetivo, a proposta.

Não sei quando aconteceu, mas as peças estão trocadas.
E eu só aproveito o meu jogo com as peças que estão com você,
E me divirto vendo você arrumar um pouco do meu quebra-cabeça
ao mesmo tempo que vejo a imagem do seu se formando.

É confuso. Sempre foi.

Ei! Nós jogamos jogos diferentes, que se completam, que ocupam a atenção, divertem e distraem, a única regra era encaixar peças. Mas agora as peças se misturaram e o meu jogo é com você.

Vivendo e aprendendo: Descobri que o Urban Dance Squad não é um One Hit Wonder. Apesar da gente ter ficado com Deeper Shade of Soul saturado na orelha no verão de 93, a banda tem 3 discos fodões, e a dita da música é de longe uma das mais fracas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009


Porque uma bola na trave ao 45 do segundo tempo tem gosto de gol contra


O primeiro roque
Marginal, fugindo pela tangente, ofegante,
vendo o rei adiar sua queda por um turno;

O primeiro Flare
Sentindo o mundo parado e os pés nas nuvens
Ouvindo mudo o grito o velame;

O primeiro soco
O beijo, o tombo, o silêncio
E todos os outros quase...

Porque um roque, não é um xeque.
Um flare... Um flare é sempre um flare, mas não tem cheiro de gasolina
Um soco não é uma briga.
Um beijo não é um namoro.
Um tombo não é... Um tombo é só um tombo.
O silêncio não é a falta de barulho.

Mas uma bola na trave aos 45 do segundo tempo faz a torcida sair do estádio revoltada,
Na derrota, no empate ou até na vitória.
É o grito que embarga a garganta,
a ultima alegria do jogo,
é o meio pulo contido com punho cerrado que logo vira um afago penteado
ou coceira na barba...

É o gesto perdido.

(Renovando a discoteca ao som de - Rita Reys At The Golden Circle Club, Stockholm 1963 – EASY TO LOVE)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

365 dias!

Faz exatamente 1 ano que eu não encostava o dedo no meu blog. Óbvio que esse não é um post de volta, é apenas um ensaio sobre alguns dos últimos acontecimentos


A parada é 365!

Faltaram posts, mas não faltaram fatos nos ano em que fiquei sem escrever. Vamos começar pelo básico:

EU ERREI.
Não sei te dizer quantas vezes,
nem onde, nem quando,
nem sei justificar os motivos,
só tenho a certeza disso!

Eu errei, muito mais do que acertei.
Porém como bom otimista que “soul”
posso garantir que eu Rodrigo Monzon
estou inúmeros erros mais perto de fazer alguma coisa certa.

Não me atrapalhe nas contas:
Perdi uma namorada, ganhei mais umas amigas.
Perdi meu tempo, ganhei algum conhecimento.
Perdi a noção, e sentei a mão nuns bobão.
Perdi uns quilos, ganhei uns trocados...

A vida foi bem generosa na verdade,
em especial nos últimos tempos,
cheia de grandes momentos,
Sempre de role pela cidade.

Afinal de contas um ano inteiro
E nem é de janeiro a janeiro
21 de Abril.
Porque eu parei pra pensar no tempo
...
..
.
Ritmo e momento
Eu deveria estar pensando em blues
Mas o meu samba de uma nota só prevalece
Num beat imaginário que eu não esqueço

“Che chiquita, te veo tan bonita. Mina minha vida mudou.”

Amanhã é outro domingo. Feriado. Ferrado.
Mas não vou imaginar o que deu errado,
Eu vou apenas mais além,
Querendo fazer a coisa certa!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Então assim são as coisas

(por mais que eu me disperse)

Pensei em escrever um post assumindo a minha participação na morte da Izabela Nardoni, mas brochei de véspera, ia ser difícil dormir com tanto barulho e eu não ando afim de holofotes. Na verdade, ando apagando as luzes pra tentar dormir... e POR SORTE, antes que eu pudesse concluir esse raciocínio somos atingidos por um terremoto.

Ninguém em sã consciência questiona a DIGNIDADE de um terremoto. Ninguém deu risada da cara das pessoas que saíram dos prédios com medo de desmoronamento. Ninguém criticou as pessoas que abarrotaram as centrais telefônicas de emergência pra falar da terra que tremia.

E por algumas horas nós pudemos ver o canal de notícias falando de outra coisa, sem sangue, sem monstro e sem cara. Na verdade, cheguei a pegar impulso no suposto “fim do mundo” pra ver a lua sem a moldura da minha janela

O dólar caiu. O petróleo subiu. Os bancos europeus estão quase à banca rota. As bolsas de valores estão apreensivas. “Mas eu acho que a culpa é do pai da menina - e parabéns ao tio dela que fez um vídeo - e pobre da mãe, que foi ao show do padre Marcelo – e eu sigo mudando de canal até o Cartoon Network ou o Discovery Kids.

Parece um ritual - eu fugindo, canal após canal. Nem mesmo o avião da Ocean Air que fez um pouso forçado, mandando passageiros para o hospital, foi motivo de notícia boa.

Confesso que tive vontade de gritar: “Eu matei essa menina, agora me deixa ver a corrida da Danica Patrick! Por favor, calem a boca, quero ver o Botafogo!” Até topo ver um jornalzinho, coisa que não tenho por habito mas, por favor, não me joguem mais o sangue dessa menina na minha cara.

Por sorte, o terremoto trouxe um pouco de calma.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Diário Estelar, Abril de 2008 – Em algum lugar da galáxia!




Ao vivo do lado de cá de todas as pontes.

Intróito

Eu poderia começar esse post de forma infame, falando algo do tipo “estou de volta depois de x tempos”, mas a boa da verdade é que eu não voltei, nem fui, e também nem sei qual foi!

Tinha dado um tempo com essa “caqueirinha”®, mas resolvi dar mais uma chance ao pseudo-jornalismo-colunista-virtual. Não que alguma coisa tenha abalado minha fé no ceticismo, pelo contrário, volto pela necessidade de escrever sem ter a certeza de ser lido, porque escrever pra todo mundo ler é quase tão fácil quanto escrever pra por na gaveta, agora, escrever ao acaso é diferente: selecione suas idéias, torne-as sedutoras e esconda-as em uma vitrine!

Post número zero um.






Bienvenido a la frontera!

O princípio da reciprocidade e o fim da diplomacia!

Todo mundo sabe que um Embaixador é um excepcional profissional na arte do “deixa-disso”. Quando as relações entre dois paises são abaladas os primeiros a meterem a colher são os “senhores embaixadores” e a idéia é sempre a mesma: “deixa disso”!
Por mais medíocres que sejam os povos, por mais idiotas que sejam as causas, lá estão os embaixadores; com toda a sua diplomacia, abafando as rinhas, apartando e desembaraçando os “causos”.
Não se iluda ao pensar que não é tão simplório assim. Se um estrangeiro quer algo em terras brasileiras e não consegue, deixe-o procurar sua embaixada e veja o jeitinho “deixa-disso” em ação. É fruto da boa vontade - pega um telefone, avisa daqui, pressiona dali, e cá está seu direito cidadão!
Funciona de forma parecida para brasileiros no exterior. Ninguém elege um embaixador, ninguém faz idéia de como eles são inventados, e com certeza eles raramente figurariam nas páginas da Veja ou da Caras, mas ninguém questiona o poder da ligação da secretária do assessor da Embaixada Brasileira em Abu Dhai, por exemplo.
E tudo isso porque?, Eu é que lhes pergunto: E porque não?

Alguém pode me responder onde estava nosso Embaixador em Madri, o Senhor José Viegas Filho (foto), que não deu aquela meia dúzia de telefonemas pra facilitar a vida dos brasileiros que foram barrados na Espanha?

E agora a tal da reciprocidade, que (salvo grave falha pedagógica do meu professor de IED nos idos de 1999) nada mais é do que a lei de talião (Lex Talionis). Hoje eu poderia arriscar enunciar o principio da seguinte forma “Olho por olho, dente por dente, visto por visto”. Se não nos franqueiam um passeio por Madri nada de banhos em Copacabana. Se não vos permitem Budweisers com salame na feirinha, nada de compras no Muffatão para os portenhos. E assim está, como se certo fosse, sem ninguém ter um motivo concreto para tal desfeita.
Sinto-me no direito de reclamar pelo seguinte: Adoro maldizer os argentinos que atrapalham o trânsito em Foz, da mesma forma que adoro torrar meu portunhol com as garçonetes de Puerto Iguazu. Brincadeira, não que não seja em todo verdade, mas voltando ao assunto.
Opa! Alguém pisou na bola, alguém marcou gol contra, alguém não fez o dever de casa! Na declaração universal dos direitos humanos, e na Constituição Federal, o direito de ir e vir está expresso, mas as pessoas preferem dificultar o simples cruzar de uma ponte, o simples desembarcar em um aeroporto, em nome de uma pseudo-segurança xenófoba, e nós, em nossa ignorância, batemos palma porque também temos a capacidade de fechar nossas portas em ato recíproco.

Apenas pense a respeito!

Pérolas de "campanha":
"Trata-se de uma aliança estratégica que tem carne e osso e que não está apenas no papel”
Do Embaixador Brasileiro na Espanha a respeito das relações entre os dois países publicado em um site de Brasília em outubro do ano passado.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

IGUASSU COW PAREDE!






“No Rio de Janeiro não se fala de outra coisa” Explica a enviada especial do UP+, ao vivo do Rio de Janeiro. Mas não, nossa “repórter-gerente-amiga” Aninha Dalcin não estava falando da Cow Parede, mas sim, do choque que a população carioca levou ao assistir BOPE-TROPA DE ELITE.

“Tem gente que fica a ponto de perder o apetite, outras evocam os direitos humanos” exemplifica Aninha, citando como referência as amigas com que divide um apartamento em Botafogo.

Mas quem já assistiu ao filme teve apenas uma parte da visão do que realmente é a violência urbana. A minha pergunta é: mas onde estavam essas pessoas? Em que buraco será que elas vivem? Será que essas pessoas já ouviram falar em jornal? Mv Bill? Luis Eduardo Soares? E do não tão saudoso Notícias Populares?
O próprio livro “A Elite da Tropa”, no qual foi baseado o filme, acaba sendo muito mais indigesto. O livro fala de detalhes sórdidos: Escutas telefônicas, envolvimentos do alto escalão, participação de políticos, bicheiros, alto comando, mostra o colarinho branco sujo de sangue... essa sim, uma tropa de elite do crime! O filme é bom, mas é simples, não mostra o quão fundo é o buraco do coelho.


Ta certo, eu me forjei lendo livros que detalhavam processos de tortura, ditadura, já li quase tudo sobre crime organizado brasileiro, e tenho mais de uma década de literatura processual, mas não foi isso que me tornou indiferente. Agora mesmo lembrei de como eu chorei assistindo Zuzu Angel, aquilo pra mim fora inédito, bruto, cruel, covarde. Sempre digo que “Meus heróis não morreram de overdose, morreram no porão”.


Voltando ao raciocínio... O interessante agora é observar o efeito psicológico dessa verdade que começa aparecer. Até então o Rap e os filmes de violência haviam fomentado uma moda onde, não forçosamente, criou-se uma apologia a figura do bandido, do marginal


“Hoje eu sou ladrão, artigo 157, As cachorra me amam, Os playboy se derretem, Hoje eu sou ladrão, artigo 157, A policia bola um plano, Sou heroi, dos pivete..” Canta Mano Brown com a voz distorcida, sem fazer apologia, mas revelando uma realidade das favelas em todo país.


O “Efeito Bope” também foi imediato! Entre os meus contatos de orkut, por exemplo, 2 contatos que não tem uma passado muito límpido, por assim dizer, a algumas semanas atrás já trocaram suas fotos pelo logotipo do BOPE – “Faca na caveira”. Ouvi a história de um amigo meu, amigão ainda por cima, que fez um cara retirar o que havia dito com tapas na cara, no melhor estilo “Cadê o Baiano?”.


Tropa de Elite ou Elite da Tropa, seja lá como você vai consumi-lo, são retratos que faltavam no álbum da nossa percepção. O Bope não é um braço do estado agindo nas favelas, como pensam os humanistas, o Estado mal e mal paga a conta, e nem faz idéia do que acontece na periferia, quando sabe é porque foi prejudicado (financeiramente).


Engana-se apenas quem pensa que essa história não faça parte da realidade de favelas como Bambu, Guarda Mirim, Queijo...


Fica claro que o filme Tropa de Elite serve para ampliar o DEBATE proposto por Luis Eduardo Soares, MV Bill e Celso Atayde lá atrás, no livro Cabeça de Porco. Mas a questão principal é saber até onde as pessoas têm coragem de levantar esse tapete a procura de sujeira... Existem sempre opções, ou você mete o dedo na ferida ao estilo “doa a quem doer” ou a gente pega um mapinha e sai procurando as 200 vacas de fibra de vidro, espalhadas pela cidade maravilhosa!
“Entendeu seu maconheiro de merda?”